A.A.Fontoura

Um quase engenheiro no PFALZ

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Viagem a Amsterdam (parte IV - Amsterdam)



   Bem, vou acabar rapidamente de contar as histórias da viagem pra Amsterdam, pra depois falar sobre Barcelona, que aliás, foi uma das melhores!

   Saímos então de den Haag (praia) no fim da tarde em direção ao camping onde iríamos ficar. Dessas vez as duas "dondocas" que ficaram em albergue aceitaram ficar em uma cabana disponível no camping hehehe. A viagem foi rápida e tranquila.

   Chegamos no camping (gigante por sinal) e nos estabelecemos. O lugar tinha uma estrutura incrível. Tinha uma cozinha enorme com várias mesas grandes, lugar para lavar roupa inclusive com máquina de lavar, chuveiro bom (apesar de termos que pagar 80 centavos pra usar) e por aí vai. Na recepção tinha um mini mercado com várias mercadorias. Compramos então uns pacotes de massa e molho de tomate pra fazermos a janta na cozinha, afinal, estávamos praticamente a 3 dias comendo sanduíches e fast-foods. Fizemos tanta massa que sobrou para os dois próximos cafés da manhã hehehe.








   Acordamos e rumamos para a cidade, que não era muito perto, mas poderíamos ir de ônibus urbano. Devido a um erro na troca de ônibus perdemos uns 40 minutos, e acabamos chegando um pouco tarde no centro da cidade. Não agüentávamos mais dentro do ônibus, estava muito quente, já que não tinha ar-condicionado. Estávamos meio cansados, até porque os dois que ficaram na cabana passaram frio porque não sabiam que não tinha cobertores, então o início do passei por Amsterdam foi meio lento, mas aos poucos pegamos ritmo.

   Primeira providência foi decidir pela não compra do Amsterdam Card. Isso é um cartão que custa uns 35 euros, e com ele tu não paga a entrada em vários museus, transporte gratuito, ganha desconto de 25% em várias outras coisas. Porem, como o nosso alvo não era muitos museus, o metro estava inoperante naquele dia, e o preço era um pouco salgado, resolvemos ficar sem isso. A primeira coisa que impressiona quando tu chega na estação central de Amsterdam é um estacionamento de bicicletas. É incrível o número "estacionadas". Realmente é a capital das bicicletas, vias especiais pra tudo que é lado, e tu tem que sempre cuidar pra não ser atropelado por uma.





Fomos então tentar achar alguma passeio pelos canais de Amsterdam. Acabamos achando um barco muito barato (comparado aos tradicionais da cidade) para fazer um tour de uma hora e meia. Foi bem bacana, o tempo ajudou e deu pra tirar várias fotos (aah, detalhe: esqueci minha câmera no camping esse dia :/ ). No passeio deu pra ver várias coisas: Um museu de tecnologia que ficava num prédio gigante em forma de navio, um navio antigo, um restaurante (eu acho) chinês flutuante, várias pontes antigas e novas, os prédios tortos em quase todas as ruas. Uma coisa interessante é que todos esse prédios possuem uma espécie de gancho bem no alto pro lado de fora. Servem para fazer mudança, ou seja, os móveis grandes vão (ou iam) sempre puxados pelo lado de fora da casa. Além disso percebemos tambem o grande número de casas flutuantes pelos canais da cidade.









   Depois disso fomos dar uma volta pela cidade e no caminho achar alguma coisa para almoçar. Amsterdam possui muitas vielas minúsculas que atualmente não passam carros (ou nunca passou), a foto na esquerda mostra uma delas. Olhando a mesma foto já dá pra perceber a presença dos famosos Coffee Shops (onde vendem maconha legalmente). Ficamos caminhando mesmo pela cidade, conhecendo vários cantos interessantes. Numa dessas andanças vimos um barco pequeno com duas gurias "dirigindo", passaram por nós, ficamos olhando e chegaram a dar um tchauzinho hehehe. Continuamos e quando chegamos na próxima ponte, vimos que elas estava voltando e passariam por de baixo dessa ponte. O Jonas, meu amigo que estava na viagem tambem, sempre leva uns cartões pessoais na carteira, então ele teve a idéia de pegar um , dobrar e atirar pra elas. E não é que deu certo!! ele esperou até o barco passar bem em baixo da ponte e jogou, o cartão acabou caindo exatamente no banco onde elas estavam sentadas hehehe. Não sei como ficou a história depois, ouvi falar que uma delas entrou em contato com ele pelo facebook hehehe.










  Depois de muito caminhar, resolvemos ir a um dos nossos alvos na cidade: o museu da Heineken. Apesar de caro, o museu é muito legal. Pudemos ver a história da empresa, o processo de fabricação, e muitos vídeos e fotos. O ponto alto da visita é o Brew You . A idéia é "viver" as etapas do processo de fabricação. Tu entra numa sala com um telão relativamente grande, e fica em pé numa espécie de arquibancada que se mexe de acordo com o vídeo. Pudemos sentir os aromas, passar pelo processo de fermentação, lavagem das garrafas, o engarrafamento, distribuição, etc. Por exemplo, teve uma hora que o apresentador caía dentro de um dos galões de fermentação ou algo do tipo, a água que esguichava no vídeo esguichava em nós tambem.  Ou  quando as garrafas estavam sendo transportadas de caminhão, era simulado o movimento do próprio caminhão na estrada, e por aí vai. Depois disso tinha a chamada sala da criatividade, onde tu podia gravar vídeos ou tirar fotos com paisagens ou com o tema da cerveja Heineken e mandar por email, fizemos um vídeo que ficou ridículo hehehe, inclusive está no youtube, mas não divulgo pra não passar vergonha!!! hehehe. Mais no final do museu, nos mostraram como realmente avaliar e apreciar um cerveja, aquelas baboseiras de cheirar antes, olha a cor contra luz e blablabla hehehe. O importante é que tinha dois copos grátis para degustação hehehe.








   Depois disso fomos dar uma volta na cidade e ir ao famoso Red Light. É o famoso distrito (ou bairro) que tem as vitrines com as "mulheres da vida". É impressionante como são realmente vitrines, as mulheres ficam nos prédios atras de um vidro sentadas ou fazendo poses, todas só com calcinha e sutiã, ou nem isso hehehe. Mas engana-se se tu acha que são todas muito gatas. Tem várias realmente gordas e outras que nem parecem realmente mulheres hehehe, afinal eles devem "agradar" todo tipo de "cliente". O interessante é que o clima do bairro não é um clima de proibido ou de prostituição, até porque tu vê vários turistas, inclusive crianças com seus pais. Mas visivelmente é a parte mais perigosa de Amsterdam, era possível ver várias caras que não pareciam ser realmente gente boa ou turista, não podia ficar dando bobeira, dinheiro dentro da mochila, e mochila bem fechada. Não tiramos fotos dessa parte porque era proibido, não queríamos nos colocar em problemas hehe.


   Após isso, fomos caminhar mais um pouco mas logo resolvemos não ir em nenhuma festa, porque estávamos realmente muito cansados depois de 4 dias de viagem, estávamos pensando até em não gastar a manhã seguinte em Amsterdam e seguir direto pra Alemanha. Compramos mais comida e fomos para o camping fazer a janta e depois dormir. 


   Durante a noite choveu muito, e acordamos com o tempo muito nublado e pensando seriamente em ir direto pra casa. O que foi que aconteceu. Arrumamos tudo, guardamos tudo no carro, e rumamos para Kaiserslautern. Logo depois que saímos do camping a certeza que fizemos a coisa certa: Despencou um temporal.





   A viagem foi tranquila, nos perdemos só na divisa entre a Holanda e a Alemanha, porque tínhamos que entrar em uma cidade pequena e aí sim atravessar a fronteira, mas de novo sem nenhum controle de passaporte ou coisa do gênero. Depois de 1180 Km, chegamos em Kaiserslautern, no meio da tarde. Quando chegamos um amigo nosso nos lembrou da Sommerfest (festa de verão) do condomínio dos estudantes, pronto, já virou a festa de comemoração da viagem \o/ hehehe.


   Bem, é isso. A viagem foi realmente incrível! Conhecemos 5 cidades e 3 países em 5 dias. Se pudéssemos continuar usando nossa carteira de motorista faríamos outra viagem do tipo com certeza.


   Abraço! Em breve, tudo sobre Barcelona.

2 comentários:

Rodrigo disse...

Cara, o post mais tri dessa viagem. Talvés pela cidade, que tanto quero visitar.

Mas fiquei na vontade, mesmo lendo sobre pontes, restaurante em forma de navio e a razão de "a cidade das bicicletas", eu queria mesmo era fotos da "vitrine de Amsterdã", mas paciência, vou ter que ver pessoalmente.

heheh

Fico, então, no aguardo "do território colorado", Barcelona!

um abraço!

Jeskema disse...

a história do cartão é veridica !!!